Estranha…
…sensação de ter reencontrado o passado e ele não ser mais o mesmo nem agora e nem o que foi lá atrás.
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Pensava…
…em você dia e noite. E entre os dois também.
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Nunca…
…neguei resposta a suas perguntas.
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Jean Pierre…
…ainda limpava as mãos em um punhado de estopa quando viu uma menina carregando sapatilhas nas mãos do outro lado da rua. Levava um vestido branco, ou que assim um dia foi, de debutante ou noiva, a tiara torta, o olhar nos pés descalços. Jean Pierre pensou em pará-la, mas deixou que o olhar e os pensamentos fugissem por alguns instantes. Foi o suficiente para ela entrar em uma das casas do bairro e ele acordar do delírio de anjos bailarinos caídos caminhando cabisbaixos pela cidade.
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Tags: amanhecer, prosaísmos
primeiro encontro
- É a primeira vez que saímos. O que vai pensar de mim?
- Que você é uma mulher, que é minha, que nos desejamos, que é atraente, que quer me agradar porque gosta de mim, que gosta que eu te deseje, que nos vamos desejar sempre. Ou prefere esperar mais dois encontros?
- Mas assim, desse jeito? Como espera que isso termine?
- Simultaneamente, com os dois sorrindo.
- …
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Tags: diálogos, estilhaços, vulgares
Beatriz
havia se cansado de ser alguém para o mundo e para os outros e não saber quem era pra si mesma.
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Ato contínuo
Queria pegar toda a consciência que tinha e devolvê-la.
Mas a quem?
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Tags: resmungos
razões do iluminismo
“A razão não pode deixar de ser vista como opressora, quando o poder que oprime fala em nome dela e quando ela é percebida como a única possível”.
ROUANET, Sergio Paulo. As razões do Iluminismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. (p. 16)
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today
desculpe se não tenho sangue de barata.
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