Ao ficar sozinho…
…ele então se deu conta de onde estava. Não se aborrecia, não mais. Ele estava sendo desafiado e aquilo estava sendo interessante. Confiava demais nela para imaginar algum ato que o fizesse odiá-la em definitivo. Então pensou em mulheres que deixou em situação semelhante e sorriu. Quantas deixou esperando no carro enquanto ele resolvia algo para o qual não queria testemunhas. Mas isso não o incomodava e por perceber isso, sorriu. Eram desconhecidos, se dava conta agora e se isso antes lhe instigava: com ela ficara assustado de um jeito não experimentado antes. E a razão disso foi por não estar sobre controle de tudo. Sentiu então que ela tomara-lhe o lugar de forma decisiva, encarnando tudo o que ele foi, o que era e se viu desarmado: caiu-lhe a consciência de que dela nada conhecia.
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