Paulo e Beatriz (II)
…..O telefone toca e Francisco é obrigado a abandonar a sessão. Será rápido, promete. Paulo enquanto espera ajusta a câmera e espia em direção à sala contígua. Ela levanta a vista em sua direção e em seu rosto se levanta uma expressão de surpresa, logo a abaixa para fechar o livro e ameaça levantar-se. Pareceu pensar duas vezes, mas se levantou, com o livro nas mãos, marcada a página com um dos dedos.
…..Paulo colocou terminou de colocar a câmera sobre o tripé e a aguardou vir em sua direção.
…..– Olá. Já nos vimos antes, não?
…..– Talvez. Meu pai falou de você. Paulo, certo?
…..– Sim. – confirmou, sorrindo.
…..Ela então deixou escapar um sorriso nervoso e lhe observou os olhos por um momento, indo atrás de seus óculos e tentando ir mais além como se quisesse ler suas intenções, pensamentos. Não estava acostumada e nem se sentia tão a vontade de conversar com um estranho trabalhando em sua casa.
…..– Beatriz. – lhe estende a mão. Ele lhe beija o rosto.
…..Tempos depois ela se lembraria que nesse dia ele não havia se barbeado, mas aquele roçar leve que parecia lhe riscar brevemente a face tampouco a incomodou.
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