alucinación (III)
Não acredito em perfis astrológicos e tive de voltar a confiar em psicólogos. Porém, ainda duvido de visões pré-concebidas sobre tudo: cada um carrega um universo dentro de si, por isso talvez também desconfie de Deus. Durante noites pensei em escrever um ensaio sobre o perdão, restou-me dá-lo e pedi-lo, e, apesar de ateu e agnóstico, vi-me feliz ao dar o braço a torcer e recuperar o conceito cristão da coisa.
Talvez agora me permita errar mais e tolerar mais erros alheios. Mas a quem quero enganar? Não sou tão inteligente assim e ainda persisto em alguns. Por sorte voltei a crer no perdão, talvez haja esperança. Aos 10 anos de idade fiz um teste de QI que foi refeito aos meus 23. Como era de se esperar o último teve um resultado menor que o primeiro, o que só comprova que a vida e as encanações vão nos emburrecendo.
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