- Tentei, mas não posso confiar em você.
- Por quê?
- Por mais que eu te veja, te observe, olhe, leia, não reconheço o Nil que conheci em São Paulo, em um bar perdido na Augusta, que gostava de literatura, fotografia, fazia mil coisas, tão nihilista que não acreditava em Deus ou no homem e tantas outras coisas.
- Continuo não crendo em Deus. Mas sim, meus gostos, crenças e concepções mudaram. É isso que te incomoda tanto?
- Não.
- Todo mundo muda o tempo todo. Tudo muda o tempo todo.
- Não você. Você não é mais você. Você não é Nil. Já é outra pessoa.
- Que bom.
- Não sei.
- Se é bom?
- Se é realmente outra pessoa ou se fui só eu que deixei de me enganar.
Filed under: causos, devaneios, diálogos, ego sum | 1 Comment




Nil,é a coisa mais linda que eu li…escrita por você.Um pouco sem palavras para comentar devidademente isso,tão real,tão biográfico que chega a ser ficção.
Sendo ou não sendo mais você,gosto de todos os “Nil” que conheço e espero conhecer muitos outros.
Um momentinho carinhoso,
espero ser sua amiga,por muitos anos,até o dia que a 5D e a D300 se transformem em piada tecnologica.
Você foi uma das melhores pessoas que apareceram na minha vida esse ano,e pode ter certeza que gosto demasiadamente de você.
Um cafa só na cara,um homem tremendamente cavalheiro no porte.Um homem único,não poderia ser diferente,menos que isso seria insulto.
Beijos,te adoro.